Aforismos II
3º carta de João, versículo 1:
"O presbítero,
ao amado Gaio, a quem amo na Verdade."
A Verdade promove a unidade entre os diferentes, agrega os que estão distantes - distante pela geografia, mas aproximados pela Verdade. A Verdade que é uma pessoa chamada Jesus Cristo, ratifica o status humanitário dos seres humanos na diversidade.
A adoração a Verdade, liberta os indivíduos e nações/etnias para expressar a plenitude de sua autenticidade em Jesus, que o Caminho, a Verdade e a Vida.
Não obstante, a idolatria da opinião sobre o Deus do Ocidente, leva as nações à guerra. A idolatria de uma opinião ocidental a respeito de Deus, mata os indivíduos, encerra o diálogo que poderia revelar a Verdade, e promove o silêncio do isolamento.
A idolatria da opinião sobre a concepção oriental de quem Deus é , promove a esquizofrenia dos relacionamentos inter-culturais.
Somente nos termos do Verbo que se fez carne - aquele que manifestou a Verdade na História - é possível o diálogo inter-cultural. É esta Verdade que autentica as diversidades de expressões simbólicas...
"Filinhos, guardai-vos dos ídolos"

3 Comments:
Marcel,
Tenho pessoalmente explorado propostas de evangélicos pós-modernos com a finalidade de encontrar formas não comprometedoras de ecumenismo. Em todos os proponentes de uma migração a um realismo pós-fundacionalista o evangelho como narrativa é favorecido em detrimento da doutrina sistemática e há resistência a afirmação de doutrinas e proposições como tendo autoridade em sí, mas o resgate da noção de verdade atrelada apenas a Cristo como pessoa. Minha questão, selvagem, é a seguinte!! Como fica a tradição reformada diante deste desafio... ou seja, se apenas a pessoa de Cristo é o referencial para a verdade, como fica a autoridade das escrituras em fornecer elementos para a construção doutrinária me forma sistemática? Temos um sistema, ou são apenas construções humanas? Se Cristo apenas é autoridade, como definimos o Cristo verdadeiro se muitos movimentos o "tomam para sí"? Marcel, comecei um blog, depois passa por lá. Beijos reformados!!
Esse é o problema da opinião. A opinião é um ídolo sem o mínimo comprometimento com a verdade objetiva.
Mas o Rodolfo se deparou com o cerne da questão. Eu não creio que Cristo, como verdade pessoal, anule a objetividade. Quer dizer, na mentalidade pós-moderna, se a verdade é a pessoa de Jesus, pouco importa se ele nasceu de uma virgem ou de uma prostituta. E por aí vai.
Abraços.
E ai, Marcel!!! Vi as fotos do casamento! Cara, to aqui nas terras do Salama e lendo seu blog me senti mais distante ainda... cara, nao acredito em dialogo intercultural que nao comprometa a verdade que e' Jesus! Mas isso talvez por minha experiencia nesse lado do mundo, onde por causa de opinioes muito fortes, se faz a guerra, guerra santa. Tu e' meu irmao e amigo (apesar de Paulista)Por que e' que lendo o que voces escrevem parece tudo tao complicado? Acho que estou precisando de um tempo de reciclagem... sabe como e': lata velha... Abracos, e desculpa a palhacada:-)
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